
O amor tem a singular
dimensão do medo.
O poeta arranha-se
e na epiderme o amor fica.
Surdos e cegos
consomem-se os amantes.
Trajetórias de inexplicáveis
silencios, segue a vida,
entre a criatura e a sua sombra.
É áspero o traço trágico do ciúme.
E na epiderme o amor resiste
ali reside sua cáustica clausura.
Joaquim Moncks

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