quinta-feira, 22 de novembro de 2007


O amor tem a singular
dimensão do medo.

O poeta arranha-se
e na epiderme o amor fica.

Surdos e cegos
consomem-se os amantes.

Trajetórias de inexplicáveis
silencios, segue a vida,
entre a criatura e a sua sombra.

É áspero o traço trágico do ciúme.

E na epiderme o amor resiste
ali reside sua cáustica clausura.


Joaquim Moncks

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